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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

"As Artes (e as manhas) dos quinze fundadores da SCALA"


Luís Milheiro fez um pequeno caderno, "As Artes (e as manhas) dos Quinze Fundadores da SCALA", ainda relativo ao 30.º aniversário da Colectividade, em que faz um esboço biográfico, da sua importância no dia a dia da Associação. Transcrevemos o texto dedicado a Fernando Barão:

 “a arte de contar, de partilhar e de estar” 

 O Fernando Barão não foi só o fundador da SCALA mais influente no seu crescimento e na sua prática cultural, foi também aquele que mais pugnou, no seu seio, com o desenvolvimento social e cultural do próximo. Andou a vida toda a bater-se pelos valores culturais nas suas colectividades (com relevo para o Ginásio Clube do Sul, Clube de Campismo do Concelho de Almada e Sociedade Filarmónica Incrível Almadense), muitas vezes mal compreendido, porque a malta queria outras coisas, de ruas diferentes das da literatura, do cinema ou do teatro… Mas o Fernando nunca desistiu e quando surgiu a oportunidade de fundar uma Associação Cultural, lá estava ele na primeira fila. A somar a esta paixão pelas culturas, havia também seu ideal colectivo, que contraria, cada vez mais, este tempo que parece privilegiar a ignorância e a mediocridade. E como ela adorava “contar” (nem que fosse uma anedota, que deixasse os outros Felizes…). E era dos melhores a “contar” qualquer história, escrita ou falada (como ele só conheci o Romeu Correia…). Mas mais importante que o “contar”, era o gostar de conviver do Fernando, o gostar de “estar”. Este seu sentido associativo, aliado ao gosto pela partilha de saberes, foi fundamental para o “período de ouro” da SCALA, quando tivemos a ousadia de realizar as “Tertúlias do Dragão”.

(Fotografia de Luís Eme)


sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Poemas com Dedicatória (um)



Um Homem

Um homem que altura tem?
Como se mede a sua dimensão?
Será que é o metro que convém
Quando se quer medir um coração?
 
A medida dum homem não existe,
Um homem não cabe nas medidas,
Um homem é aquilo que persiste
E vive numa vida muitas vidas.
 
Um homem, se o é, é vertical,
É forte e fraco, é meigo e duro,
Corajoso no medo, tímido e frontal,
Céptico e crente, humilde mas seguro,
 
Amigo sem prazo ou condição,
Louco e lúcido, frio e apaixonado,
Consciente do erro ou da razão,
E à honestidade agrilhoado.
 
Pássaro livre que voa em qualquer céu,
Bruta fera em defesa dos caídos
Que mil vezes morreu e renasceu
Nos caminhos achados e perdidos.
 
E mesmo quando fica a sós consigo
Não há ditaduras que o domem…
É por isso que te digo meu amigo:
Tens a medida certa, és um homem!
 
Nogueira Pardal


Nota: Houve vários amigos que escreveram poemas dedicados a Fernando Barão, em mais uma homenagem que lhe foi feita no seio da SCALA, na passagem do seu 85.º aniversário, que iremos publicar por aqui, neste Novembro, que ainda é pouco invernoso...


(Fotografia de Gena Souza) 


sábado, 12 de outubro de 2024

O que se diz e o que fica por dizer (o improviso é isso)...


Provavelmente devia esperar por amanhã, para falar de hoje.

Sabia que a sala iria estar cheia, mas não estava à espera que aparecessem mais de cem pessoas ao lançamento do livro que escrevi com Fernando Barão, numa das homenagens com mais sentido, na comemoração do centenário do seu nascimento (isto aconteceu graças ao homenageado e não ao autor da obra...).

Tinha pensado não levar nenhum papel escrito. Mas acabei por levar umas notas. Claro que durante a minha intervenção falei sempre de improviso e afastei-me algumas vezes do livro e quase sempre das notas, porque a minha convivência associativa e cultural com este amigo, levou-me a divagar aqui e ali.

Embora não me tenha esquecido de nada de muito relevante, sei que poderia ter feito referência a uma ou outra pessoa (nem sequer agradeci as palavras do Henrique e da Edite, que apresentaram a obra...). Chamaram-me a atenção para um destes "esquecimentos" na mesa (do Luís, que fez uma leitura crítica mais importante que a própria revisão do livro).

Nos outros não sei, mas em mim é natural estes esquecimentos. Tento falar apenas do essencial. Isso fez com que posteriormente ficasse com a sensação, de não ter falado tanto quanto devia da minha relação com o Fernando, até por estarmos quase sempre de acordo nas questões ligadas à cultura e ao associativismo. Algo que acontecia de uma forma natural, e aberta, sem usarmos qualquer tipo de subterfugio.

Embora pense que isso está bem espelhado neste nosso livro.  

Poderia ter falado também do Henrique (pai), do Orlando e do Carlos Guilherme, tão importantes também na minha caminhada cultural e associativa por Almada. Podia, mas não era o mais relevante.

Relevante foi ter na primeira fila dois amigos, cuja idade somada, está a aproximar-se a passos largos dos 190 anos, e não lhes agradecer de forma devida, a amizade, o companheirismo e a tolerância (que faz deles dois dos melhores seres humanos que tive a oportunidade de conhecer nesta Cidade, que praticou durante tantos anos a solidariedade, enquanto acto cívico e não "arranjo floral" de discursos.

Mas tanto um como o outro sabem o que penso deles. E que bom que é continuar a ter amigos como o Chico (que abriu a sessão com uma bela anedota do Fernando...) e Diamantino, "vivinhos da silva", que o que precisavam mesmo era de "uns joelhos novos" (tal como acontecia com o Fernando, o que ele mais se queixava era dos joelhos)...

Mas a vida é isto. Quando falamos de improviso, há coisas que dizemos, que "estavam fora do programa", e muitas outras, que ficam por dizer...

Nota: Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória".

(Fotografia de Elsa Carvalho - Cacilhas)


terça-feira, 8 de outubro de 2024

"Fernando Barão: (Quase) Tudo o Que Vivi"


O livro, "Fernando Barão: Quase Tudo o Que Vivi", que será apresentado no próximo sábado, da autoria de Luís Alves Milheiro, é o resultado de várias conversas entre estes dois amigos, que aconteceram na Verdizela, nos anos de 2018 e 2019. 

Conversas que depois foram complementadas por duas entrevistas anteriores (uma delas publicada no boletim "O Scala"), por artigos publicados na imprensa local, em boletins associativos e ainda algumas das histórias pessoais, presentes nos seus livros.

Isto aconteceu porque apesar de ter ainda uma boa memória aos 94 e 95 anos, surgiam sempre algumas dúvidas, nas viagens que fazia pelo passado, pela história das suas colectividades, e claro, da sua vida. Era o próprio Fernando, que sugeria a consulta dum ou outro livro. Ou a conversa com uma ou outra pessoa, que também tivesse sido "actor", num ou outro acontecimento.

(Fotografia tirada em 2019, meses antes de nos deixar, durante uma das últimas entrevistas...)


sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Os 176 anos da Incrível Almadense


Durante este mês de Outubro festeja-se mais um aniversário da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, nada mais nada menos que o seu centésimo septuagésimo sexto.

São muitos anos a dar música, recreio e cultura a Almada, desde a pequena Vila à hoje grande Cidade.

Fernando Barão sempre sentiu uma ternura e um respeito muito grande pela "Sociedade Velha", que continua a ser, o que sempre foi, a Catedral do Associativismo Almadense.

Foi com grande orgulho que foi diversas vezes o seu Presidente da Mesa da Assembleia Geral. E é seu sócio honorário.

Nesta fotografia (cujo autor desconhecemos, embora possa ser da autoria de um destes dois Incríveis, Vitor Soeiro ou Júlio Dinis) Fernando Barão está na companhia do grande historiador da nossa Incrível, António Henriques.


sábado, 21 de setembro de 2024

Fernando Barão e "O Scala"


Fernando Barão, além de ter sido o primeiro director do boletim "O Scala" (o número zero, de apresentação aos sócios e almadenses), foi um dos principais colaboradores deste órgão de informação associativo.

Ao longo das suas mais de cinquenta edições, foi a terceira pessoa com mais textos publicados (na maioria notícias sobre eventos, aquilo que poucos gostavam de fazer, por falta de jeito e de vontade...). Só Luís Milheiro e Diamantino Lourenço é que escreveram mais que o nosso "Barão de Cacilhas".

Em parte a escrita nos boletins das suas colectividades, foi a continuidade do trabalho de excelente cronista, que tanto deu nas vistas no "Jornal de Almada", nos anos sessenta e setenta do século passado.


quinta-feira, 4 de julho de 2024

A "Viagem" com Fernando Barão continua...


Por estarmos quase em férias e por não haver mais nenhuma exposição programada para a Sede/ Galeria da SCALA, a exposição, "Uma Pequena Viagem pelo mundo de Fernando Barão" ficará patente ao público até ao princípio de Setembro.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, 20 de junho de 2024

"uma pequena viagem pelo mundo de Fernando Barão"


«É a segunda exposição que idealizo e organizo, em homenagem ao meu amigo, Fernando Barão, que fez em Janeiro 100 anos. É um pretexto natural para que se vá festejando (mesmo que de uma forma tímida...), a comemoração do seu Centenário.

Esta "Viagem ao pequeno mundo de Fernando Barão" tenta dar a conhecer, pequenos pormenores da vida deste "Renascentista da Cultura", que poderão ter escapado aos almadenses, que se interessam pela cultura e pelo associativismo.

Mesmo sendo suspeito, não tenho dúvidas que é uma mostra quase biográfica, que merece ser visitada, por todos aqueles que conheceram o Fernando Barão, e também por quem tenha curiosidade em ficar a conhecer um pouco esta grande Personalidade Cacilhense, a quem nunca ficou mal o título de "Barão de Cacilhas".

A exposição é inaugurada no próximo sábado, 22 de Junho, às 16 horas, na Sede/ Galeria da SCALA.»

                                                                                        (Luís Milheiro)



quarta-feira, 5 de junho de 2024

Fernando Barão: dirigente dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas


Fernando tinha uma admiração especial pelos Bombeiros, desde a infância (foi a primeira profissão que quis ser, pondo de lado as de médico ou professor, por exemplo...), e havia razões para isso.

Desde criança que ouvia a sirene e os carros a passarem pela rua Cândido dos Reis, colocando tudo num reboliço, olhando para aqueles homens como autênticos heróis.

E eram mesmo.

Anos mais tarde, Fernando Barão, acabou por ser dirigente desta Associação Humanitária, ocupando o seu cargo mais importante, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, de 1982 a 1990.

(Fotografia antiga de uma data festiva de Cacilhas e dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas)


quarta-feira, 29 de maio de 2024

100 Poemas de Fernando Barão (8)

 

Quarenta e Nove anos
Ginásio!

Quarenta e nove anos já estão passados,
Onde a alegria e a tristeza
Andaram de mãos dadas com certeza
Num trajecto dos mais ambicionados.

E se em honra aos nossos antepassados,
Tudo se fez com a maior firmeza"
Nós continuaremos numa reza
A evangelizar os mais ousados.

Teu belo pavilhão bem altaneiro
A todos honraria pela sua parte,
E se não teve o lugar cimeiro

É p'lo menos digno de melhor conta,
Pois se nasceu para ser pioneiro,
Nada a destruirá; nem a morte!

Fernando Barão


Nota: Este é o poema da polémica, declamado na cerimónia das comemorações do 49.º aniversário do Ginásio Clube do Sul e publicado a 7 de Junho de 1969, no "Jornal de Almada", no suplemento "Jornal das Colectividades" e em que a palavra "pavilhão" fez bastante "comichão" a Glória Pacheco...


terça-feira, 28 de maio de 2024

O Pavilhão do Ginásio não foi uma simples promessa (até foi capa de jornal)


Fernando Barão (tal como todos os ginasistas) tinha razões de sobra para lembrar a promessa do "Pavilhão", sempre que estava com Glória Pacheco, porque o Presidente da Câmara até tinha tido a lata de fazer uma cerimónia de "lançamento da primeira pedra" em Outubro de 1967 (a data da capa do "Jornal de Almada" está errada...).

Cerimónia feita num lugar, no centro de Almada (próximo da rua Lourenço Pires de Távora), onde nunca se construiu qualquer pavilhão...


sexta-feira, 24 de maio de 2024

A paixão do Fernando pelo Benfica


Embora o Fernando nunca fosse um "doente da bola", era um adepto ferveroso do Benfica.

Era outra das nossas afinidades: sermos Benfiquistas.

Lembro-me de conversarmos sobre a suas idas ao futebol, na adolescência, à "Estância de Madeiras" no Campo Grande, onde o Benfica jogou "provisoriamente" entre 1941 e 1954, depois de ter sido "despejado" do seu Campo das Amoreiras, até à construção e inauguração do Estádio da Luz.

O Fernando levava lanche e passava o dia na Capital a ver futebol, desde os principiantes, passando pelas reservas e acabando na equipa principal.

Era um fartote de futebol e de Benfica.


sábado, 30 de março de 2024

Fernando Barão: os seus mais de 109 anos de Dirigente Associativo em Almada


Na pesquisa que realizámos para a homenagem que o Movimento Associativo prestou a Fernando Barão, na comemoração do seu nonagésimo aniversário (que felizmente pudemos contar com a sua presença e sentir o quanto estava feliz por ver tantos amigos a associarem-se a esta festa bonita), verificámos que Fernando Barão tinha ocupado durante 109 anos cargos directivos nas suas colectividades: Ginásio Clube do Sul; Clube de Campismo do Concelho de Almada; Sociedade Filarmónica Incrível Almadense; Santa Casa da Misericórdia de Almada; SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada; O Farol - Associação Cívica de Cacilhas. E não contabilizámos os anos em que também fez parte da Associação de Comerciantes do Concelho de Almada, da Federação Portuguesa de Campismo e Caravanismo, da Federação das Colectividades de Cultura e Recreio e dos Rotários de Almada...

Mas estes 109 anos são muito mais que um número. Porque durante estes anos Fernando Barão foi sempre figura cimeira das suas associações, ocupando os seus principais cargos, e mais que uma vez. Nunca foi uma "figura decorativa", foi sempre um Activista Associativo.

Exerceu o cargo de Presidente da Mesa da Assembleia Geral nas seguintes Colectividades: Ginásio Clube do Sul; Clube de Campismo do Concelho de Almada; Sociedade Filarmónica Incrível Almadense; Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas; SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada; O Farol - Associação Cívica de Cacilhas.

Foi também Presidente de Direcção do: Ginásio Clube do Sul; Clube de Campismo do Concelho de Almada;  SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.

Na Santa Casa da Misericórdia de Almada foi Provedor durante 12 anos.

E é importante não esquecer que foi também um dos fundadores do Clube de Campismo do Concelho de Almada, da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada e de  O Farol - Associação Cívica de Cacilhas.

(Fotografia de Luís Eme)


domingo, 17 de março de 2024

«A Festa foi boa, Fernando»


«A festa de ontem, foi boa, Fernando, na nossa Incrível.

Deves ter gostado de tudo.  Do pequeno documentário realizado pelo teu neto, Pedro, que além de muitas imagens com história, tem o testemunho de vários amigos e também dos teus familiares mais próximos. Claro que há um testemunho que sobressai sobre todos os outros, o da tua filha Fátima, por ser provavelmente quem melhor te conhece e também quem mais te ama, de entre todos nós, que estamos no lado de cá.

Por isso o seu testemunho teve muita informação, alguma mais pessoal, mas o que mais se salientou, foi o amor filial e o enorme orgulho de ser tua filha (e da Isabel, que esteve presente a teu lado, como sempre...), porque tu foste mesmo grande, a altura que constava no bilhete de identidade estava errada... Podias muito bem ser jogador de basquete, e dos bons.

Depois seguiu-se um pequeno concerto da Banda da Incrível, que como de costume, respira talento e juventude. E como tu gostavas de música e de filarmónicas. Não foi por acaso que foste um dos bons beneméritos deste agrupamento musical associativo, que nos anda a dar música há três séculos. Ias sentir-te orgulhoso desta homenagem de uma das muitas casas colectivas que amavas e onde deixaste a tua marca, como dirigente e como associado.

A festa podia ter acabado aqui, mas ainda havia a parte mais formal, com os discursos dos elementos da Comissão de Honra, que foram intervalados pela leitura de alguns poemas. 

Discursaram: Fernando Dias (o teu genro leu um testemunho de teu amigo Diamantino), Luís Milheiro, Henrique Costa Mota, Artur Vaz, Alexandre M. Flores, Rui Raposo (O Farol), Beatriz Ferreira (Ginásio Clube do Sul), Carlos Pinto (Bombeiros Voluntários de Cacilhas), Luís Ramos (Clube de Campismo de Almada), Fernando Viana (Incrível Almadense), Joaquim Barbosa (Santa Casa da Misericórdia), António Matos (Vereador do Município) Maria de Assis (União de Juntas de Almada), Ivan Gonçalves (Assembleia Municipal de Almada) e Ana Catarina Mendes (Ministra do Governo Socialista ainda em funções)

Declamaram poemas: Maria Gertrudes Novais, Fátima Dias Barão, António Boeiro (e outro senhor, que não fixámos o nome...).

Para a sessão acabar com "chave de ouro", vimos e ouvimos uma mensagem da Presidente da Câmara de Almada,  Inês Medeiros, que estava ausente do País, para ti.

E o mais importante, estava na plateia e nas galerias, muitos amigos que não quiseram perder esta oportunidade de te recordar e abraçar. Gratos pelo teu companheirismo, pela tua amizade e alegria, sempre contagiante.»

Nota: Crónica escrita em jeito de carta, para Fernando Barão, um amigo inesquecível, que como já perceberam, fez cem anos em Janeiro, e que iremos homenagear e festejar, até pelo menos, ao mês de Janeiro de 2025. Publicada primeiramente no "Casario do Ginjal".

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, 13 de março de 2024

Comemoração do Centenário do nascimento de Fernando Barão


A Incrível Almadense recebe no próximo sábado, às 15.30 horas, a cerimónia oficial da comemoração do centenário do nascimento de Fernando Barão, com a presença das forças vivas de Almada e de todos aqueles que se queiram associar a esta homenagem.


domingo, 10 de março de 2024

Fernando Barão teve um papel fundamental nos primeiros 15 anos de vida da SCALA


Como já referimos, Fernando Barão foi a grande figura da SCALA durante os seus primeiros 15 anos de vida, começando a refrear a sua actividade a partir dos seus 85 anos de idade, com toda a naturalidade. 

Isso aconteceu, fundamentalmente, por ter sido um dos elementos mais válidos e presentes, no dia-a-dia da nossa Associação Cultural durante mais de década e meia. Não se limitou à sua história, a todo o seu passado como dirigente associativo e activista cultural, quis ir sempre mais longe, continuando a partilhar o seu conhecimento e a pôr em prática muitas das suas ideias.

Não foi por acaso que o Fernando foi escolhido como seu primeiro Presidente de Direcção (no biénio 1994/95). E estes dois primeiros anos de vida foram verdadeiramente decisivos, para o notável crescimento e implantação cultural da SCALA em Almada. 

Depois foi o seu Presidente da Mesa da Assembleia Geral de 1996 a 2007 (apenas com um interregno no mandato 2001/02), com um papel importante na resolução de vários problemas, que normalmente são apelidados - e muito bem -, como "dores de crescimento".

Além de ter sido o "Pai" das "Tertúlias do Dragão", uma das iniciativas mais marcantes da vida da SCALA e que teve mais de 100 edições em mais de dez anos, uma vez por mês. Foi também o proponente da atribuição do "Prémio Scalano", que teve sete edições e premiou gente de grande valia do Concelho. Fez também parte do júri do concurso de fotografia "Almada a Terra e as Gentes", mais uma excelente iniciativa cultural, que visitou todas as freguesias de Almada. E poderia continuar a falar de inúmeras iniciativas, que contaram com a sua colaboração e foram um sucesso local.

Foi por todas estas razões que nas comemorações do vigésimo aniversário da SCALA lhe foi atribuído, muito justamente, o diploma de "Sócio de Mérito".

(Fotografia de Luís Eme)


quarta-feira, 6 de março de 2024

"A SCALA festeja trinta anos em Março"



«A SCALA festeja 30 anos no dia 5 de Março.

Por essa razão, durante os meses de Março e Abril, iremos recordar 30 scalanos e scalanas, que deixaram a sua marca nesta caminhada de três décadas pelos trilhos da Cultura Almadense, e também referir algumas curiosidades.

E para começar, nada melhor que recordar e louvar os 15 fundadores da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada: Fernando Barão, Diamantino Lourenço, Henrique Mota, Arménio Reis, Abrantes Raposo, Victor Aparício, Jorge Gomes Fernandes, Virgolino Coutinho, Henrique Costa Mota, João da Cunha Dias, José Luís Tavares, Álvaro Costa, Artur Vaz, Manuel Lourenço Soares e Gil Antunes.»

(Fotografia de Álvaro Costa)

Nota: Texto publicado no blogue da SCALA no dia 1 de Março, que transcrevemos aqui, por todas as razões e mais algumas. Informamos que por aqui também será o "mês da SCALA", focando a importância do Fernando Barão na vida desta Associação cultural.


sábado, 2 de março de 2024

"Fernando Barão: o elemento com mais importância e peso na SCALA"


«Nunca tivemos medo das palavras, e sempre estivemos atentos ao que nos rodeava. É por isso que dizemos, sem qualquer dúvida, que Fernando Barão foi o elemento com mais importância e peso  cultural da SCALA.

O crescimento  e a abrangência que se deu nos primeiros dez anos (impensável para muitos...)  de vida da SCALA, devem-se muito a ele. À paixão pelas coisas da cultura ele somava uma série de atributos humanos, que conseguiam conquistar gente de quase todas as áreas das artes e letras.

O que poderia ser uma simples Sociedade Literária (a maior parte dos fundadores estava ligada ao mundo das letras), estendeu-se para as artes plásticas, para a fotografia, e para todos os géneros de cultura, ao ponto de se darem passos para a organização de uma exposição artística anual, que hoje é a nossa "Festa das Artes da SCALA" (e já vai na sua 29.ª edição...).

O seu carisma, aliado à vontade de fazer, de criar, conquistaram alguns bons seguidores (como foi o nosso caso), porque finalmente tinha uma Associação apenas Cultural (sem o desporto e o recreio a confundir as coisas), para aproximar a cultura das pessoas, para que se tornasse mais fácil pensarem pelas suas cabecinhas. E depois tinha outra coisa muito importante, além de "influenciador", era um "facilitador", no que existe de melhor nesta palavra. Sempre que podia, tornava o difícil fácil, desarmando os "velhos do restelo" (que andam sempre à nossa volta), que preferiam o comodismo à activismo.

O Fernando, além de todas estas coisas, tinha ainda uma grande generosidade. Gostava de surpreender, ensinar e divertir os outros. Mesmo as anedotas que tanto gostava de nos oferecer, muitas vezes tinham uma importante componente social.

Provavelmente as "Tertúlias do Dragão" são aquilo que mais lhe conseguimos colar à pele, por tudo o que elas tiveram de positivo junto de muitos de nós: a oferta de cultura com a possibilidade de convivermos, sempre num ambiente de grande amizade e companheirismo, e até de cumplicidade.» 

Nota: texto publicado inicialmente no blogue da SCALA, o primeiro da série "Gente da História da SCALA", nas comemorações do 30.º aniversário da Associação.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, 1 de março de 2024

USALMA Homenageia Fernando Barão


Fernando Barão foi recordado e homenageado na tarde de ontem, com um belo momento cultural, através dos testemunhos de amigos e também com a declamação de poemas e leitura de textos que fazem parte da sua obra literária, numa sessão dirigida pela professora Edite Condeixa (bem auxiliada como de costume pelas suas amigas e companheiras), que tem tido um papel fundamental, e único, na divulgação dos autores almadenses nas Escolas do Concelho.

A mesa de honra foi composta por Fátima Barão Dias (filha do homenageado), Maria de Assis (presidente da União de Juntas de Freguesia de Almada), Donitília Cardoso (directora da USALMA),  Maria de Lourdes Albano (presidente da Associação de Professores de Almada)  e Luís Milheiro,  escritor e amigo do autor, que fez a intervenção de fundo da homenagem, partilhando alguns dos aspectos mais importantes da personalidade deste grande vulto do Associativismo e da Cultura Almadense.

Foram partilhadas imagens com história de Fernando Barão, para de seguida se abrir a homenagem à plateia, com os testemunhos de Henrique Costa Mota, Maria Gertrudes Novais, Joaquim Barbosa, António Matos e José Manuel Maia, cujas intervenções nos ofereceram mais história, mais cultura e mais emoção, que ainda valorizaram mais esta iniciativa.

A sessão foi encerrada pela representante do Município, Cristina Pais, directora da Cultura, que além de agradecer a realização da homenagem, se mostrou bastante agradada por lhe ter sido dado a conhecer um Grande Almadense.

Foi sem qualquer dúvida, um belo momento de homenagem a uma das grandes figuras de Almada do século XX.

(Fotografia de Maria Gertrudes Novais)


O prometido "Largo Fernando Barão" tornou-se realidade

Depois do "Largo Fernando Barão" ter sido anunciado para Cacilhas, num lugar bastante feliz (no "Largo do Bombeiros Voluntár...