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sábado, 21 de setembro de 2024

Fernando Barão e "O Scala"


Fernando Barão, além de ter sido o primeiro director do boletim "O Scala" (o número zero, de apresentação aos sócios e almadenses), foi um dos principais colaboradores deste órgão de informação associativo.

Ao longo das suas mais de cinquenta edições, foi a terceira pessoa com mais textos publicados (na maioria notícias sobre eventos, aquilo que poucos gostavam de fazer, por falta de jeito e de vontade...). Só Luís Milheiro e Diamantino Lourenço é que escreveram mais que o nosso "Barão de Cacilhas".

Em parte a escrita nos boletins das suas colectividades, foi a continuidade do trabalho de excelente cronista, que tanto deu nas vistas no "Jornal de Almada", nos anos sessenta e setenta do século passado.


sexta-feira, 5 de abril de 2024

Os "Problemas do Concelho de Almada" do Fernando


Fernando Barão assinou várias crónicas temáticas, ao longo dos vários anos em que foi colaborador do "Jornal de Almada".

Uma das mais populares e pertinentes teve como título, "Problemas do Concelho de Almada" (também tinha uma vertente mais positiva, "Virtudes do Concelho de Almada", com bem menos crónicas...) e foi publicada semanalmente, desde o final da década de sessenta até ao começo dos anos setenta do século passado.

Algumas das questões e dos problemas levantados pelo Fernando não só mantêm a actualidade, como se agravaram, cinquenta e alguns anos depois, como este pequeno texto que transcrevemos, publicado a 15 de Fevereiro de 1969:

«Como dizia um célebre químico em palavras tão sensatas que lhe valeram uma lei, das principais que nos ensinam nos bancos do ensino secundário: “Na Natureza nada se cria nem nada se perde, tudo se transforma”. E é assim infalivelmente. Bastante se tem transformado a Humanidade! É certo que se têm criado melhores condições de vida, mais conforto, melhores possibilidades de distracção. Enchem-se estádios – embora com percepção pouco clara – e basta carregar um botão para termos um espectáculo nas nossas casas. Em contrapartida, perde-se ou desagrega-se a vontade colectiva, o espírito de associação, o gosto pela leitura séria, pela Música, pelo Teatro, pelo puro diletantismo fazendo-se tudo pela força do dinheiro, com um esforço de elevar cada vez mais o nosso “ego”, fazendo reinar a sobranceria, a vaidade, o despotismo e quando a responsabilidade toca à porta, o dar de ombros, é a resposta mais adequada.»

Nota: Apesar de já termos ouvido uma outra versão, foram estas crónicas, lidas semanalmente pelo novo presidente do Município, Silveira Júnior, que o levaram a lançar o convite-desafio ao Fernando, para fazer parte da vereação da Câmara Municipal de Almada, no Verão de 1970.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


O prometido "Largo Fernando Barão" tornou-se realidade

Depois do "Largo Fernando Barão" ter sido anunciado para Cacilhas, num lugar bastante feliz (no "Largo do Bombeiros Voluntár...