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sábado, 7 de dezembro de 2024

O Centenário de Mário Soares



Fernando Barão foi o mandatário concelhio de Almada, da candidatura à Presidência da República, de Mário Soares, nos seus dois mandatos.

Ficou surpreendido quando foi convidado pelo PS local, porque embora continuasse a ser Socialista, deixara de ser militante do Partido.

Mas foi com um grande orgulho que recebeu este convite, como disse no livro, "(Quase) Tudo o que Vivi", escrito por Luís Alves Milheiro, e que é o "Livro do seu Centenário":

«Senti um orgulho muito grande por esta escolha, pois sempre achei que Mário Soares, no panorama político-partidário, era quem melhor defendia os valores da democracia e da liberdade.»

E por isso, faz todo o sentido recordar esta ligação, no dia do Centenário do nascimento de Mário Soares.

(Fotografia de autor desconhecido)


terça-feira, 1 de outubro de 2024

Depois do folheto de março vem aí o livro em Outubro...


Durante a cerimónia de homenagem a Fernando Barão, em que as suas colectividades se uniram e festejaram o Centenário do grande associativista e escritor almadense, foi oferecido a todos os presentes um folheto, editado pela União de Juntas de Freguesia de Almada, organizado pelos seus familiares, a partir do trabalho de investigação de Luís Alves Milheiro.

E agora, em Outubro, será tempo da apresentação de um livro diferente, em que é o próprio Fernando Barão que conta a história da sua vida, num conjunto de várias conversas com o amigo Luís Alves Milheiro.


quinta-feira, 20 de junho de 2024

"uma pequena viagem pelo mundo de Fernando Barão"


«É a segunda exposição que idealizo e organizo, em homenagem ao meu amigo, Fernando Barão, que fez em Janeiro 100 anos. É um pretexto natural para que se vá festejando (mesmo que de uma forma tímida...), a comemoração do seu Centenário.

Esta "Viagem ao pequeno mundo de Fernando Barão" tenta dar a conhecer, pequenos pormenores da vida deste "Renascentista da Cultura", que poderão ter escapado aos almadenses, que se interessam pela cultura e pelo associativismo.

Mesmo sendo suspeito, não tenho dúvidas que é uma mostra quase biográfica, que merece ser visitada, por todos aqueles que conheceram o Fernando Barão, e também por quem tenha curiosidade em ficar a conhecer um pouco esta grande Personalidade Cacilhense, a quem nunca ficou mal o título de "Barão de Cacilhas".

A exposição é inaugurada no próximo sábado, 22 de Junho, às 16 horas, na Sede/ Galeria da SCALA.»

                                                                                        (Luís Milheiro)



domingo, 17 de março de 2024

«A Festa foi boa, Fernando»


«A festa de ontem, foi boa, Fernando, na nossa Incrível.

Deves ter gostado de tudo.  Do pequeno documentário realizado pelo teu neto, Pedro, que além de muitas imagens com história, tem o testemunho de vários amigos e também dos teus familiares mais próximos. Claro que há um testemunho que sobressai sobre todos os outros, o da tua filha Fátima, por ser provavelmente quem melhor te conhece e também quem mais te ama, de entre todos nós, que estamos no lado de cá.

Por isso o seu testemunho teve muita informação, alguma mais pessoal, mas o que mais se salientou, foi o amor filial e o enorme orgulho de ser tua filha (e da Isabel, que esteve presente a teu lado, como sempre...), porque tu foste mesmo grande, a altura que constava no bilhete de identidade estava errada... Podias muito bem ser jogador de basquete, e dos bons.

Depois seguiu-se um pequeno concerto da Banda da Incrível, que como de costume, respira talento e juventude. E como tu gostavas de música e de filarmónicas. Não foi por acaso que foste um dos bons beneméritos deste agrupamento musical associativo, que nos anda a dar música há três séculos. Ias sentir-te orgulhoso desta homenagem de uma das muitas casas colectivas que amavas e onde deixaste a tua marca, como dirigente e como associado.

A festa podia ter acabado aqui, mas ainda havia a parte mais formal, com os discursos dos elementos da Comissão de Honra, que foram intervalados pela leitura de alguns poemas. 

Discursaram: Fernando Dias (o teu genro leu um testemunho de teu amigo Diamantino), Luís Milheiro, Henrique Costa Mota, Artur Vaz, Alexandre M. Flores, Rui Raposo (O Farol), Beatriz Ferreira (Ginásio Clube do Sul), Carlos Pinto (Bombeiros Voluntários de Cacilhas), Luís Ramos (Clube de Campismo de Almada), Fernando Viana (Incrível Almadense), Joaquim Barbosa (Santa Casa da Misericórdia), António Matos (Vereador do Município) Maria de Assis (União de Juntas de Almada), Ivan Gonçalves (Assembleia Municipal de Almada) e Ana Catarina Mendes (Ministra do Governo Socialista ainda em funções)

Declamaram poemas: Maria Gertrudes Novais, Fátima Dias Barão, António Boeiro (e outro senhor, que não fixámos o nome...).

Para a sessão acabar com "chave de ouro", vimos e ouvimos uma mensagem da Presidente da Câmara de Almada,  Inês Medeiros, que estava ausente do País, para ti.

E o mais importante, estava na plateia e nas galerias, muitos amigos que não quiseram perder esta oportunidade de te recordar e abraçar. Gratos pelo teu companheirismo, pela tua amizade e alegria, sempre contagiante.»

Nota: Crónica escrita em jeito de carta, para Fernando Barão, um amigo inesquecível, que como já perceberam, fez cem anos em Janeiro, e que iremos homenagear e festejar, até pelo menos, ao mês de Janeiro de 2025. Publicada primeiramente no "Casario do Ginjal".

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, 13 de março de 2024

Comemoração do Centenário do nascimento de Fernando Barão


A Incrível Almadense recebe no próximo sábado, às 15.30 horas, a cerimónia oficial da comemoração do centenário do nascimento de Fernando Barão, com a presença das forças vivas de Almada e de todos aqueles que se queiram associar a esta homenagem.


sexta-feira, 1 de março de 2024

USALMA Homenageia Fernando Barão


Fernando Barão foi recordado e homenageado na tarde de ontem, com um belo momento cultural, através dos testemunhos de amigos e também com a declamação de poemas e leitura de textos que fazem parte da sua obra literária, numa sessão dirigida pela professora Edite Condeixa (bem auxiliada como de costume pelas suas amigas e companheiras), que tem tido um papel fundamental, e único, na divulgação dos autores almadenses nas Escolas do Concelho.

A mesa de honra foi composta por Fátima Barão Dias (filha do homenageado), Maria de Assis (presidente da União de Juntas de Freguesia de Almada), Donitília Cardoso (directora da USALMA),  Maria de Lourdes Albano (presidente da Associação de Professores de Almada)  e Luís Milheiro,  escritor e amigo do autor, que fez a intervenção de fundo da homenagem, partilhando alguns dos aspectos mais importantes da personalidade deste grande vulto do Associativismo e da Cultura Almadense.

Foram partilhadas imagens com história de Fernando Barão, para de seguida se abrir a homenagem à plateia, com os testemunhos de Henrique Costa Mota, Maria Gertrudes Novais, Joaquim Barbosa, António Matos e José Manuel Maia, cujas intervenções nos ofereceram mais história, mais cultura e mais emoção, que ainda valorizaram mais esta iniciativa.

A sessão foi encerrada pela representante do Município, Cristina Pais, directora da Cultura, que além de agradecer a realização da homenagem, se mostrou bastante agradada por lhe ter sido dado a conhecer um Grande Almadense.

Foi sem qualquer dúvida, um belo momento de homenagem a uma das grandes figuras de Almada do século XX.

(Fotografia de Maria Gertrudes Novais)


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

"Ter a mesma 'ideologia cultural'..."


«Estou a preparar uma intervenção, de homenagem a um amigo. Quero fazer algo diferente, quero conseguir transmitir a imagem de alguém para quem a cultura era o motor de quase tudo na vida. E por conhecer as nossas muitas limitações, foi sempre um "farol cultural".

Ele acreditava no que Vergílio Ferreira escrevera um dia (e antes dele outros...), que "A Cultura só se aprecia, depois de se ser culto". Foi por isso que deu muitas "aulas" de cultura, nas muitas colectividades que passou durante a sua longa vida, com pequenos ensinamentos e exemplos retirados no nosso dia-a-dia, oferecendo pequenas pistas de livros que se deviam ler. 

Tinha uma grande bagagem cultural porque gostava de tudo, de literatura (de ler, escrever e contar...), de teatro (de ver, de escrever e de fazer...), de cinema (aqui era mais ver...), de música (mesmo sem ser um afinadinho gostava de cantar - fez parte de um grupo de canto coral - e de tocar a sua harmónica), e de fotografia (chegou a ser premiado em salões de fotografia...).

E tinha uma coisa muito importante, fugia da "cultura chata", aquela que podia dar sono ou fazer com que as pessoas estivessem nos sítios sem lá estar. Tinha a percepção de que que o começo de tudo devia ser agradável, desde os livros até ao teatro ou cinema. Não se podia começar pelas obras mais difíceis de entender, que mais nos obrigavam a pensar. Essas ficavam para depois de se gostar...

Acho que fomos grandes amigos por partilharmos a mesma "ideologia" cultural e gostarmos de espalhar e partilhar as coisas boas de que gostávamos...»

(Fotografia de Elsa Carvalho - Cacilhas)

(Texto publicado inicialmente no "Largo da Memória")


quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

"Fernando Barão a SCALA e as suas Gentes"

 


Esta exposição, pode-se dizer que foi uma daquelas loucuras que nos passam pela cabeça, sem pensarmos bem onde nos estamos a meter...

Só quando começámos a procurar, a escolher imagens, é que percebemos a "grandiosidade" do número 100.

E agora o mais importante é aparecer e ver...

Todos aqueles que acompanharam o Fernando Barão na sua passagem pela SCALA, que ajudou a fundar em 1994 (festeja 30 anos neste ano de Centenário...), estarão presentes, aqui e ali, neste conjunto de fotografias e imagens, "Fernando Barão a SCALA e as suas Gentes".


terça-feira, 2 de janeiro de 2024

O nosso Fernando faz hoje cem anos


Fernando Miranda Barão nasceu em Cacilhas, a 2 de Janeiro de 1924, há exactamente cem anos.

O Fernando não teve só uma vida longa (deixou-nos a 25 de Maio de 2020...), teve também uma vida cheia, que merece ser contada.

É por essa razão que vai ser recordado e homenageado neste seu blogue, ao longo do ano, para que possam conhecer melhor esta figura impar do Movimento Associativo e da Cultura Almadense. 

Além de ter sido dirigente das principais colectividades do Concelho de Almada, Fernando foi, um "renascentista da Cultura". Nunca se deixou "espartilhar", fez sempre o que lhe apeteceu, desde a fotografia, passando pelo teatro e até pela música.

Claro que a sua maior paixão (e talento) foram as palavras, contadas e escritas. Foi um dos raros homens das letras que conseguiu ter a mesma arte para "escrever e para contar" (e como ele adorava oferecer-nos uma história ou uma anedota, para nos ver sorrir...).

Resolvemos colocar neste começo do seu centenário, uma das últimas fotografias que lhe tirámos (em sua casa...), pouco tempo antes de nos deixar, num alegre convívio com alguns dos elementos da "tertúlia do bacalhau com grão".

(Fotografia de Luís Eme - Verdizela)


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Este é o primeiro dia de Fernando, o "Barão de Cacilhas"


Uma das boas maneiras de começar o ano, é fazer logo no primeiro dia uma coisa nova. 

E não faz mal que esteja longe de ser a "coisa mais popular do mundo". Sim, os blogues já quase que fazem parte da "idade da pedra" (nada que me incomode muito).

O mais importante é que este blogue vai homenagear um dos meus grandes amigos dos últimos trinta anos, no Concelho de Almada, que amanhã faz a bonita idade de 100 anos.

Aproveito, mais uma vez, para fazer história, contando histórias de um grande Cacilhense, que é sem sombra de dúvida, uma das grandes figuras da cultura e do associativismo de Almada, do século XX, o Fernando Barão.

E por tudo isto (e mais alguma coisa...), vão aparecendo por cá.



O prometido "Largo Fernando Barão" tornou-se realidade

Depois do "Largo Fernando Barão" ter sido anunciado para Cacilhas, num lugar bastante feliz (no "Largo do Bombeiros Voluntár...