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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Poemas com Dedicatória (três)

 



O Fernando Barão
 
 
O Fernando é o Barão que eu vejo
Fotografando, cedo, as cenas do campismo
E escrevendo histórias novas junto ao Tejo,
Recordando Cacilhas no Mar do Humanismo…
 
Na moldura antiga com o seu farol!
Associado em tudo, sempre solidário
Nos movimentos humanos, de sol-a-sol,
Dá sempre o seu melhor esforço humanitário!
 
Oferecendo, magnânimo, as suas canseiras,
Bafejado, é certo, p`lo talento dos eleitos.
Articula histórias únicas e verdadeiras!
 
Recorta e congemina lendas virtuais.
Ãnda a escrever de Cacilhas os seus feitos:
Odes, contos, sonetos e quadras imortais!
 
 Aníbal Sequeira

(Fotografia de Luís Eme)


terça-feira, 12 de novembro de 2024

Poemas com Dedicatória (dois)

 


O magnifico
 
Fernando Miranda Barão
Escolheram o nome e te baptizaram
Real Barão nascido em Cacilhas
Nome que os teus amigos tem no coração
A vida que solidarizas e não empecilhas
Nesse abraço de muita fraternidade.
Dos amigos de amizade,
Os teus são até à eternidade
 
Mil anos de vida te desejo
Impossível, nem metusalem!!!
Realidade única, mas dos que tens, chegares mais alem
Amigo, gostaria, porque te quero bem,
Não sejam poucos ,mas mais de cem.
Dádiva preciosa dum beijo.
A todos amigos um festejo de alegria
 
Barão amigo, eu bem queria
A tua amizade da beira do Tejo
Raras virtualidades do anci-
Ão que todos nós vimos em ti:
O mais personalizado e magnifico que já vi
 

         Abrantes Raposo

(Fotografia do Arquivo Histórico da SCALA) 


quinta-feira, 17 de outubro de 2024

A Cerimónia de Lançamento do Livro...


A ausência de qualquer imagem, fez com que a crónica da cerimónia do lançamento do livro sobre Fernando Barão, fosse adiada por alguns dias (obrigado, Gil...).

Mas era impossível não escrever sobre a tarde de 12 de Outubro, que se revelou memorável, graças ao aparecimento das mais de cem pessoas (algo de invulgar nos dias que correm...), que lotaram a Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia. Tantos amigos que não faltaram a este encontro, para o homenagear, recordando-o, ao mesmo tempo que adquiriam o livro, "Fernando Barão: (Quase) Toda a Minha vida", da autoria de Luís Alves Milheiro.


A mesa foi composta por Filipe Pacheco, vereador do Município de Almada, Maria D' Assis, presidente da União de Juntas de Freguesia de Almada, Fátima Barão Dias, filha do homenageado, Luís Milheiro, autor da obra e a professora Edite Condeixa e o dirigente associativo, Henrique Mota, que repartiram a apresentação da obra.

Para que este evento começasse de uma forma alegre, Francisco Gonçalves, contou uma das muitas anedotas que o Fernando Barão gostava de contar nos "Fogos de Campo", nos seus bons tempos de campista.

Depois foi a vez da Fátima Barão Dias, falar com emoção do pai, contando alguns episódios da sua convivência de setenta anos, com um homem especial, que sempre amou e admirou.

Maria D' Assis contou que conheceu Fernando Barão, quando entrou para a Santa Casa da Misericórdia de Almada, onde ele era o Provedor. Um Provedor de boa memória para todos.

Filipe Pacheco, em representação da Autarquia, deu a boa nova da atribuição do "Largo Fernando Barão", no conhecido, "Largo dos Bombeiros de Cacilhas", onde hoje fica o Centro de Turismo de Almada (que emocionou e alegrou todos os presentes...).

Henrique Mota deu o seu testemunho pessoal, sobre alguém que foi sempre o grande amigo de seu pai, e claro, seu amigo também. Enalteceu a sua importância no tecido associativo local, graças às suas qualidades humanas e ao seu saber.

Edite Condeixa começou a sua intervenção, recordando as visitas do Fernando à escola onde dava aulas (António da Costa), assim como de outros vultos da literatura almadense. A sua alegria e o seu humor contagiante, faziam as delícias dos alunos. Depois abordou de uma forma sintética a sua obra literária e as suas qualidades como "contador de histórias".

Entre estas intervenções, escutaram-se dois poemas da autoria do nosso Barão, lidos pelas suas bisnetas, Isabel e Luísa.

Luís Milheiro agradeceu a presença de tantos amigos e contou como tudo aconteceu, como nasceu este livro, eram as conversas com Fernando Barão na Verdizela, os almoços no "Solar das Tílias", sem se esquecer de dizer que este livro não é um "ajuste de contas" com ninguém, nem mesmo com a vida, mas sim a tentativa de esclarecer alguns pontos, com mais que uma versão. E não há nada melhor que a versão do próprio, do Fernando Barão...

Fátima Barão Dias fechou esta sessão memorável com a leitura do pequeno texto da sua autoria, que está presente no final do livro (juntamente com o testemunho do seu companheiro, também Fernando, e dos seus três filhos, Joana, Isaque e Pedro).

(Fotografias de Gil Marovas)


sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Os 176 anos da Incrível Almadense


Durante este mês de Outubro festeja-se mais um aniversário da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, nada mais nada menos que o seu centésimo septuagésimo sexto.

São muitos anos a dar música, recreio e cultura a Almada, desde a pequena Vila à hoje grande Cidade.

Fernando Barão sempre sentiu uma ternura e um respeito muito grande pela "Sociedade Velha", que continua a ser, o que sempre foi, a Catedral do Associativismo Almadense.

Foi com grande orgulho que foi diversas vezes o seu Presidente da Mesa da Assembleia Geral. E é seu sócio honorário.

Nesta fotografia (cujo autor desconhecemos, embora possa ser da autoria de um destes dois Incríveis, Vitor Soeiro ou Júlio Dinis) Fernando Barão está na companhia do grande historiador da nossa Incrível, António Henriques.


terça-feira, 10 de setembro de 2024

Fernando Barão e o "Prémio Scalano"


Uma das coisas que sempre irritou alguns almadenses (como foi caso do Fernando...), com conhecimento histórico e honestos, intelectualmente, foi a forma com eram atribuídas as medalhas de mérito municipais.

Todos nós ficávamos com a sensação de que a principal razão para estas atribuições, era possuir o cartão de militante PCP. Até mesmo alguns amigos comunistas se insurgiram, aqui e ali, com esta dualidade de critérios.

Esta terá sido a principal razão para o Fernando Barão apresentar a proposta do "Prémio Scalano", numa reunião de Corpos Gerentes da SCALA, a existência de um Prémio completamente independente, do poder político ou de outro poder qualquer.

A proposta foi bem acolhida e teve como primeiro vencedor, Manuel Cargaleiro (2000). Foram também premiados Alexandre M. Flores (2001) Joaquim Benite (2002), Adelino Moura (2003), Aníbal Sequeira (2004), Louro Artur (2005), Alexandre Castanheira (2006), Luís Barros (2007).

O "Prémio Scalamo" não teve continuidade, porque não se adquiriram novos troféus. Claro que houve outro problema, nunca se conseguiu despertar o interesse dos associados da SCALA pela iniciativa. As propostas apresentadas, além de reduzidas, tiveram quase sempre os mesmos proponentes, como foi o caso do Fernando.

Isto acaba por "matar" qualquer prémio, por mais bem intencionado que ele seja...

(Fotografia de Luís Eme - Cerimónia de entrega do Prémio a Joaquim Benite)


quarta-feira, 6 de março de 2024

"A SCALA festeja trinta anos em Março"



«A SCALA festeja 30 anos no dia 5 de Março.

Por essa razão, durante os meses de Março e Abril, iremos recordar 30 scalanos e scalanas, que deixaram a sua marca nesta caminhada de três décadas pelos trilhos da Cultura Almadense, e também referir algumas curiosidades.

E para começar, nada melhor que recordar e louvar os 15 fundadores da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada: Fernando Barão, Diamantino Lourenço, Henrique Mota, Arménio Reis, Abrantes Raposo, Victor Aparício, Jorge Gomes Fernandes, Virgolino Coutinho, Henrique Costa Mota, João da Cunha Dias, José Luís Tavares, Álvaro Costa, Artur Vaz, Manuel Lourenço Soares e Gil Antunes.»

(Fotografia de Álvaro Costa)

Nota: Texto publicado no blogue da SCALA no dia 1 de Março, que transcrevemos aqui, por todas as razões e mais algumas. Informamos que por aqui também será o "mês da SCALA", focando a importância do Fernando Barão na vida desta Associação cultural.


sexta-feira, 1 de março de 2024

USALMA Homenageia Fernando Barão


Fernando Barão foi recordado e homenageado na tarde de ontem, com um belo momento cultural, através dos testemunhos de amigos e também com a declamação de poemas e leitura de textos que fazem parte da sua obra literária, numa sessão dirigida pela professora Edite Condeixa (bem auxiliada como de costume pelas suas amigas e companheiras), que tem tido um papel fundamental, e único, na divulgação dos autores almadenses nas Escolas do Concelho.

A mesa de honra foi composta por Fátima Barão Dias (filha do homenageado), Maria de Assis (presidente da União de Juntas de Freguesia de Almada), Donitília Cardoso (directora da USALMA),  Maria de Lourdes Albano (presidente da Associação de Professores de Almada)  e Luís Milheiro,  escritor e amigo do autor, que fez a intervenção de fundo da homenagem, partilhando alguns dos aspectos mais importantes da personalidade deste grande vulto do Associativismo e da Cultura Almadense.

Foram partilhadas imagens com história de Fernando Barão, para de seguida se abrir a homenagem à plateia, com os testemunhos de Henrique Costa Mota, Maria Gertrudes Novais, Joaquim Barbosa, António Matos e José Manuel Maia, cujas intervenções nos ofereceram mais história, mais cultura e mais emoção, que ainda valorizaram mais esta iniciativa.

A sessão foi encerrada pela representante do Município, Cristina Pais, directora da Cultura, que além de agradecer a realização da homenagem, se mostrou bastante agradada por lhe ter sido dado a conhecer um Grande Almadense.

Foi sem qualquer dúvida, um belo momento de homenagem a uma das grandes figuras de Almada do século XX.

(Fotografia de Maria Gertrudes Novais)


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Este é o primeiro dia de Fernando, o "Barão de Cacilhas"


Uma das boas maneiras de começar o ano, é fazer logo no primeiro dia uma coisa nova. 

E não faz mal que esteja longe de ser a "coisa mais popular do mundo". Sim, os blogues já quase que fazem parte da "idade da pedra" (nada que me incomode muito).

O mais importante é que este blogue vai homenagear um dos meus grandes amigos dos últimos trinta anos, no Concelho de Almada, que amanhã faz a bonita idade de 100 anos.

Aproveito, mais uma vez, para fazer história, contando histórias de um grande Cacilhense, que é sem sombra de dúvida, uma das grandes figuras da cultura e do associativismo de Almada, do século XX, o Fernando Barão.

E por tudo isto (e mais alguma coisa...), vão aparecendo por cá.



O prometido "Largo Fernando Barão" tornou-se realidade

Depois do "Largo Fernando Barão" ter sido anunciado para Cacilhas, num lugar bastante feliz (no "Largo do Bombeiros Voluntár...